domingo, 16 de janeiro de 2011

A poesia sempre fica...

As pessoas passam... Os sentimentos mudam... Mas a poesia não. Esta sempre fica!

Vou postar hoje um poeminha que escrevi há alguns meses e costumava ser secreto. Agora não é mais... e é um dos meus preferidos. Lendo agora parece que foi outra pessoa que escreveu. O legal de estar sempre escrevendo é isso... depois de um tempo a gente pega pra ler e nem nos reconhecemos direito no texto, vez por outra ainda aprendemos com eles... vai entender!

(A verdade é que estou com preguiça de escrever e não quero deixar isso aqui largado às traças hehe!)
Beijos!

Se falo que quero dizer, eu digo.
O pejo que antes me acercava
E me fazia tácita, está perdido
Não reprimo mais o íntimo ruído
Largando-me assim, livre e sem trava.

Que efêmero sabor me deste
Com tão pouco despertaste um tanto
Tão fugaz em seu áureo encanto
Não sei se feitiço fizeste
Que pra esquecer não tem reza nem prece
Que preste.

A ti, que é tão especial para muitos
Em sua lídima graça e gentileza
Com uma alma nobre e delicada
Mas sem faltar um punhado de safadeza
Nesse corpo alvo que detém tanta beleza
(Queria de ti ser uma presa)


Há também um certo mistério
Que tu, recôndito, escondes
Atrás de conversas, acordes,
Abraços dengosos e adeuses
Quem sabe um dia te vejo defronte

Vou assim deixando mais uma impressão
Meio que fugindo da vida real
Escrevendo aqui na maior cara-de-pau
Tendo plena consciência de sua opinião
Não tendo chances de falar, expresso aqui minha paixão
Por você.
Carolina Coe

2 comentários:

  1. Nas viagens reais ou imaginárias, a fuga da realidade é uma constante.Bela poesia. Um beijo saudoso, Fernando.

    ResponderExcluir